sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Svegliarsi



Imagem: Google


Escuto muitas pessoas dizerem que tem a sensação de não fazerem parte desse mundo.
E digo: quando sentem isso certamente não fazem! Ter essa sensação é um primeiro (entre tantos) sinais de abertura, de inquietação, de incompreensão deste Todo que inicialmente enxergamos como parte.
O mundo é parte do Uno.
Então nos vemos peixe fora d’água, possuidores de uma linguagem (in)comum, estranhos caídos dos ninhos.
E essa queda do ninho é a primeira manifestação da mudança. 
Reconhecer nossas crenças, quebrar nossos padrões, desmistificar nossos heróis. Humanizar referências e sacralizar nossa essência.
Então passamos a manifestar estas inquietações. Somos taxados como loucos, insanos, deturpadores da moral e da normalidade que tudo se encontra. 
Aí sofremos e tomamos caminhos da dor por perceber que já não somos a mesma pessoa e que nosso Ser se apresenta em velocidade envoltória ativando nossos corações.
Então falamos para o mundo: Somos isso tudo! O velho não me faz mais sentir. Estou morrendo. Preciso nascer!
O social esmaga, a mente esmaga, o tempo esmaga.
Quando me perguntam como foi atravessar o portal do despertar trato logo de dizer: doído! Despertar Dói! Morrer dói! Nascer dói! Parir dói! E até ser feliz dói! Mas essa dor se potencializa pela ação da mente. Então sempre tratamos de nos sabotar e querer crer que era tudo ilusão, quando a real ilusão é a falsa realidade que insistimos em viver.
Então me dizem! Sempre foi assim?! Você vive bem assim?! Todos te aceitam?!
Não, não e claro que não!
Quanto mais afirmamos nosso discurso, mais seletivos ficamos em relação ao que queremos trocar com o mundo. E ao mesmo tempo mais expandidos ficamos em troca com esse mesmo mundo!
Em tempo (não cartesiano): muitos membros de minha família pouco sabem o que penso, como manifesto minhas emoções e ainda o que vim dizer ao mundo. 
Tenho muitos amigos do antes do despertar que me incluíram no lugar de “especial” no melhor e pior sentido, e sim, sim, sim....tudo isso faz parte de tua evolução! Cada dúvida, incompreensão, não escuta, voz calada...tudo foi escolha Sua!
Seu caminho é responsabilidade sua! 
Sua voz! Sua sombra ! Sua luz! Seus pais! Seu corpo! Seus medos! Sua vida!
Ninguém mais te direciona essas energias. 
Somos parte do Todo e exatamente por isso somos tão igualmente diferentes!
O afastamento nos faz olhar pra dentro pra entender na aproximação a nossa missão de propagar a voz da diferença unificada.
Sejamos árvores milenares extensas e às vezes podadas, em prontidão para crescerem longas, vivas e pertencentes à esse mundo!
E da dor da consciência Somos contemplados com a dádiva da felicidade plena!
Despertar é o maior caminho para a verdade. Verdade é o que pulsa dentro e que faz feliz. Felicidade é o estado que encontramos quando aceitamos todos os movimentos da vida sem julgar, questionar ou tentar mudar o mundo.
Muda você que o mundo muda!
AmoR!  



[Autoria desconhecida - Via Carol Calvet]



terça-feira, 21 de abril de 2015

Presenza

Imagem: Google


PRESENÇA 

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...

[Mario Quintana]











sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Amore Impossibile

Imagem: Google

"Oh, doces prendas, por mim mal achadas, 
doces e alegres quando Deus queria!
Juntas estão em minha memória,
e com ela, minha morte conjurada."

[Miguel de Cervantes/Dom Quixote de La Mancha]













sábado, 13 de dezembro de 2014

l'autosufficienza

Imagem: Google

"Quem tem bastante no seu interior,
pouco precisa de fora..." 

[Johann Goethe]