segunda-feira, 4 de abril de 2011

Poemas outonais

"Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono."

Pablo Neruda

8 comentários:

  1. Até que tua beleza e tua pobreza
    De dádivas encheram o outono."
    Uma combinação perfeita para o outono!
    Lindas palavras de Neruda.
    Beijos e um ótimo dia pra ti Querida!!

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  2. Lindo poema!
    Um ótimo começo de semana pra ti.
    Um beijo.

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  3. Bom dia,Peônia!!

    Ah!...Sem amor tudo é cinza...monótono...
    Mas quando ele chega...ai sim...tudo brilha!!
    Belo poema do Neruda!!
    Beijos pra ti!!
    Boa semana!!

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  4. Os poemas de outono sempre são os melhores, os mais profundos e reflexivos.
    Abraços

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  5. Hellen, Paulo, Vivian e Malu
    adoro o outono e qdo unimos essa estação e o amor aí sim fica perfeito!
    Beijos meus amores e obrigada pelo carinho constante!
    Semana maravilhosa pra vcs!

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  6. As poesias de Neruda sempre enchem a alma.
    "Perguntas que insistiam na areia." Acho isso tão profundo! Tudo construído na areia é efêmero e também da mesma forma as perguntas que ele fazia eram passageiras e sem respostas, apenas ecos sem gritos.
    Uma semana memorável pra você Peônia!

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  7. Neruda é impar!!! Lindo poema. Meus cumprimentos Pe, seu blog está lindissimo, bem a sua cara!!!

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  8. Neruda é uma paixão antiga San!
    Obrigada pelo elogio minha querida; vindo de vc é uma grande honra sempre!
    Beijos amadinha!

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