sexta-feira, 3 de junho de 2011

Tributo

Imagem: Google 

"O poeta que celebra, na dança dos seus versos, as magnificências e os terrores da vida, o músico que lhes dá os tons de uma pura presença, trazem-nos a luz; aumentam a alegria e a clareza sobre a Terra, mesmo se primeiro nos fazem passar por lágrimas e emoções dolorosas. Talvez o poeta cujos versos nos encantam tenha sido um triste solitário, e o músico um sonhador melancólico: isso não impede que as suas obras participem da serenidade dos deuses e das estrelas. O que eles nos dão, não são mais as suas trevas, a sua dor ou o seu medo, é uma gota de luz pura, de eterna serenidade. Mesmo quando povos inteiros, línguas inteiras, procuram explorar as profundezas cósmicas em mitos, cosmogonias, religiões, o último e supremo termo que poderão atingir é essa serenidade."

Hermann Hesse in "O Jogo das Contas de Vidro".

15 comentários:

  1. "o último e supremo termo que poderão atingir é essa serenidade."
    coisa boa essa né?:)
    Que lindo trecho,é livro? se for deve ser muuuito bom,irei pesquisar!
    Beijos enormes,Pê

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  2. Nossa! Que texto ótimo.
    Um beijo grande

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  3. Que linda escolha desse texto, flor!!

    às vezes tenho isso de imaginar o processo de criação e de inspiração de certas coisas que leio...

    Abençoadas sejam as artes que dá um tom colorido ao nosso mundo cinza!

    Um beijo, minha querida!
    Bom final de semana!

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  4. Oi, minha linda
    A gente se esquece mas esse Herman Hesse é tudo de bom. Sua escolha foi hiper acertada, pois o texto é presente dos deuses. Bjkas com muito carinho!

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  5. Coincidência ou não, estou com esse livro em minhas mãos. Bela escolha. Gostei. Yayá.

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  6. Algumas canções, artes, poemas ou a própria literatura são capazes de nos tocar fundo e transmitir o que queremos ouvir ou dizer. Lindo, lindo, lindo! Tenha um excelente final de semana, querida. Fique bem!

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  7. Amiga, estupendo el post que nos has dejado. Siempre un placer volver por tu espacio.

    Saludos y buen fin de semana.

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  8. Tomei contacto com Hermann Hesse ainda eu era muito jovem.
    Estava lá um livro, já não me lembro qual, na estante no escritório de casa.
    Abri e fui ler.
    Era muito denso para um garoto.
    Talvez deva voltar ao autor agora.

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  9. Peônia

    Quando o poeta escreve o que sente. Quando o músico toca como as palavras do poema o fazem sentir, encontramos a chave para a empatia com todo o Mundo.

    Bom final de semana

    SOL da Esteva

    http://acordarsonhando.blogspot.com/

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  10. Lindo encontro de palavras, lindo seu blog!...

    Obrigado pela visita e comentário, tb sou aquário...

    Bj

    Rui
    OLHAR D'OURO - Portugal

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  11. Nós, amantes da vida, conseguimos extrair beleza até mesmo da feiúra. Bom fim de semana; bjs!

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  12. A obra de arte é a redenção do artista!

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  13. Excelente texto de um grande escritor... que gosto muito

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  14. Penso que por vezes nem o poeta entende porque escreve.
    A inspiração está em coisas pequenas,
    palavras simples que formam uma imagem, um canto e uma melodia que nos entra na alma.
    Um texto muito profundo.

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  15. Oi Pê,
    Hoje estou de plantão, o trabalho me consome.
    Agora, comentar o Hesse, não é para qualquer mortal, então, me atenho à minha frívola opinião: sempre vi a poesia como um transbordar, ora de alegria, ora de melancolia. Algumas vezes, é um pouso com a alma num assunto corriqueiro, outras vezes, alçar vôos com a imaginação.
    Bjs

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